HÁ 70 ANOS NA ESTRADA: A TRAJETÓRIA DA VIAÇÃO TERESÓPOLIS NA INTEGRAÇÃO DA REGIÃO SERRANA

Fundada em fevereiro de 1956, a empresa celebra sete décadas de história consolidada como o principal elo entre a "Cidade de Teresa" e o Rio de Janeiro, superando os desafios da Serra e modernizando a mobilidade fluminense.

Hoje, quem embarca na Rodoviária do Rio com destino a Teresópolis, talvez não imagine que essa conexão começou a ser desenhada há exatos 70 anos. Em fevereiro de 1956, nascia a Viação Teresópolis, fruto da visão dos pioneiros Geraldo Pinho, Luiz da Cunha Coelho e Manoel Machado de Freitas. O objetivo era audacioso para a época: profissionalizar o transporte em uma região de geografia acidentada e clima desafiador.

Ao completar sete décadas de operação ininterrupta, a empresa não celebra apenas uma data no calendário, mas sua própria identidade como peça fundamental no desenvolvimento econômico e turístico da Região Serrana.

DAS "QUATORZE VOLTAS" À TECNOLOGIA DIGITAL 


A história da Viação Teresópolis se confunde com a evolução das estradas fluminenses. Nos primeiros anos, os motoristas enfrentavam a antiga "Estrada das Quatorze Voltas", um traçado sinuoso e perigoso que exigia perícia extrema. Com a inauguração da rodovia direta pelo governo de Juscelino Kubitschek, poucos anos após a fundação da empresa, o tempo de viagem diminuiu e a frota pôde crescer, acompanhando o boom de Teresópolis como destino de veraneio da elite carioca. Ao longo das décadas, a empresa expandiu seus horizontes. O que começou com linhas locais e a ligação com a capital, transformou-se em uma rede que hoje alcança cidades como Nova Friburgo, Petrópolis, Magé, Rio das Ostras e Niterói.

Diferente de muitas viações que foram absorvidas por grandes conglomerados nacionais, a Viação Teresópolis manteve sua essência ligada à cidade que lhe dá nome. A sede e a garagem principal continuam no município, gerando centenas de empregos diretos e participando ativamente da vida da comunidade.

 A filosofia do "Transporte Acolhedor", marca registrada da empresa, busca humanizar o serviço em um setor muitas vezes criticado pela frieza operacional. Chegar aos 70 anos no setor de transportes do Rio de Janeiro é uma prova de resistência. A empresa sobreviveu a crises econômicas, mudanças de moedas e tragédias climáticas que marcaram a história da serra — como a de 2011, onde o transporte foi vital para o socorro e a logística da região.

Hoje, ao ver os ônibus brancos cruzando a Rio-Teresópolis, a população não vê apenas um meio de transporte, mas um símbolo de continuidade. Para os próximos anos, o desafio é manter o pioneirismo em um mundo de mobilidade compartilhada e exigências ambientais cada vez mais rígidas. Para a Viação Teresópolis, no entanto, a estrada parece estar apenas começando.