OBRAS DA ÁGUAS DA IMPERATRIZ: O SANEAMENTO E O PREÇO NO TRÂNSITO DE TERESÓPOLIS

 A cidade de Teresópolis vive um momento de transformação estrutural sem precedentes, mas não sem custos para a paciência de quem precisa se deslocar. A concessionária Águas da Imperatriz, que completou recentemente dois anos de atuação no município, intensificou as frentes de trabalho para cumprir a meta de colocar a primeira Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) em operação no último trimestre de 2026.

Atualmente, as obras se concentram em artérias vitais da cidade, afetando diretamente o fluxo de veículos:

  • Avenida Lúcio Meira (Várzea): Considerada o "coração" comercial, a via recebeu novas intervenções para instalação da linha de recalque. Para manter a fluidez, a Guarda Civil Municipal (GCM) proibiu o estacionamento do lado direito em trechos críticos, tentando garantir pelo menos duas pistas de rolagem.
  • Rua Heitor de Moura Estevão: As obras nas proximidades do Edifício Garagem alteraram os acessos de entrada e saída do bairro Vila Muqui, gerando retenções para quem segue em direção ao Centro.
  • Bairro Ermitage: Este é um dos pontos mais sensíveis. Por ser uma via principal de acesso para moradores da Quinta Lebrão e Fonte Santa, o sistema de "Pare e Siga" na Rua Wilhelm Cristian Kleme tem causado congestionamentos quilométricos nos horários de pico.
  • Barra do Imbuí e Alto: Diversas ruas, como a João Costa, operam em meia pista para a implantação de redes coletoras.
Embora o investimento de mais de R$ 360 milhões prometa despoluir o Rio Paquequer e universalizar o saneamento até 2032, o "caos" imediato é pauta constante na Câmara Municipal. Vereadores têm cobrado maior agilidade na recomposição do pavimento, que muitas vezes apresenta buracos e desníveis logo após o fechamento das valas.

"A gente dorme e a rua está perfeita; acorda e está cheia de buracos. Precisamos de cronogramas reais para fiscalizar", afirmou um parlamentar durante sessão recente na Câmara.

 A concessionária, por sua vez, afirma que a recomposição definitiva com asfalto quente é feita após a estabilização do solo e que todas as áreas estão sinalizadas para garantir a segurança.

​O Que Esperar para os Próximos Meses?

​O superintendente da concessionária, Jackson Pires, reforça que o volume de obras continuará alto nos próximos sete meses, com cerca de onze frentes de trabalho simultâneas. A recomendação para os motoristas é o uso de aplicativos de navegação e, se possível, a antecipação de trajetos.